Júlio Verne foi o escritor francês do século XIX que ficou conhecido como o pai da ficção científica. Ele descreveu o submarino, o helicóptero e a viagem à Lua décadas antes de qualquer um deles existir.
As suas Viagens Extraordinárias somam mais de sessenta romances, e aqui você encontra 41 deles em português. Estão os clássicos que todo mundo conhece, como Vinte Mil Léguas Submarinas e Viagem ao Centro da Terra, e também as descobertas menos óbvias.
Organizamos os livros de Júlio Verne por gênero: aventura, ficção científica e sobrevivência. Escolha por onde começar e baixe o PDF.
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Aventura
Romances de Aventura e Viagens de Júlio Verne
Júlio Verne mandava seus personagens para a Sibéria, o Amazonas, o Mar Negro e o interior da África. Estes 17 romances são o coração das Viagens Extraordinárias.
Phileas Fogg aposta metade da fortuna que consegue dar a volta ao planeta em oitenta dias e parte no mesmo instante, sem bagagem e sem plano. É o romance mais lido de Júlio Verne e o melhor lugar para começar.
O romance que inaugurou as Viagens Extraordinárias: três exploradores atravessam a África de balão, tentando ligar dois pontos que ninguém havia unido por terra. Aqui já está tudo o que faria a fama do autor.
Uma mensagem corroída dentro de uma garrafa dá a posição de um náufrago, mas só em parte. A busca pelo capitão Grant se transforma numa volta ao mundo pelo paralelo 37, em mais de quinhentas páginas.
Verne atravessou o Atlântico no Great Eastern, o maior navio do século, e transformou a viagem em romance. Um transatlântico do tamanho de uma cidade, com um drama pessoal a bordo.
Seis cientistas se juntam na África austral para medir um arco de meridiano, até que a guerra entre seus países os transforma em inimigos no meio da expedição. Ciência e política em rota de colisão.
Um correio do czar precisa cruzar a Sibéria invadida para entregar uma mensagem que decide o destino de uma cidade. Muita gente considera este o melhor romance de aventura que Júlio Verne escreveu.
Uma mina de carvão que todos davam por esgotada esconde um filão novo e alguém que não quer ninguém lá embaixo. Uma cidade inteira acaba nascendo no subsolo da Escócia.
Um homem rico e entediado contrata alguém para matá-lo e, no dia seguinte, recupera a vontade de viver. Agora precisa fugir do próprio assassino. A comédia mais afiada do autor.
Uma casa sobre rodas puxada por um elefante mecânico atravessa a Índia enquanto uma vingança antiga se aproxima. Quase quinhentas páginas de viagem e tensão.
Uma família desce o Amazonas numa jangada gigante levando um segredo que pode destruí-la. Verne descreve o rio brasileiro com um cuidado que surpreende quem nunca o leu.
Uma jovem se recusa a casar antes de ver o raio verde do pôr do sol, e a família inteira sai atrás do fenômeno pela costa escocesa. Uma comédia romântica leve, rara no catálogo do autor.
Um comerciante turco se recusa a pagar um pedágio para atravessar o Bósforo e decide contornar todo o Mar Negro por terra. A teimosia como motor de uma viagem de milhares de quilômetros.
Um engenheiro tenta fabricar um diamante para conquistar a filha de um garimpeiro, e a pedra desaparece na noite da festa. Uma caçada pelo interior da África meridional.
A rebelião canadense de 1837 vista por uma família marcada pela traição de um antepassado. É um dos romances mais políticos do autor e um dos menos conhecidos.
Um repórter embarca no transcaspiano em busca de uma boa matéria e encontra um clandestino escondido dentro de um caixote. A viagem de trem mais divertida que Verne escreveu.
No coração da África, dois exploradores encontram uma aldeia construída nas árvores e habitada por seres que não são bem humanos nem bem macacos. Verne enfrentando Darwin.
Uma agência vende a excursão perfeita pelas ilhas atlânticas e entrega o desastre completo. A sátira do turismo organizado escrita décadas antes de o turismo organizado existir.
Aqui está o Verne que acertou o futuro. Submarino elétrico, cápsula lançada à Lua e ilha de aço navegando o Pacífico: ele descreveu tudo isso antes de a engenharia dar conta.
O capitão Nemo e o Nautilus, o submarino elétrico que Verne descreveu quando submarinos ainda eram brinquedos militares que mal afundavam. O romance que fundou a ficção científica moderna.
Um criptograma numa página antiga aponta o caminho para o interior do planeta, e um professor obstinado arrasta o sobrinho até lá. Mar subterrâneo, animais extintos e uma saída inesperada.
Um clube de artilheiros sem guerra para lutar decide lançar uma bala tripulada à Lua. Verne acertou o ponto de partida na Flórida e o cálculo de escape um século antes da Apollo.
A continuação direta de Da Terra à Lua: os três tripulantes já estão dentro do projétil e descobrem que não vão pousar. Leia os dois na ordem, foram escritos como um livro só.
Reúne quatro narrativas curtas, entre elas Mestre Zacharius, Um Drama nos Ares e Uma Invernada nos Gelos. Na história que dá título ao volume, um cientista gaseifica uma cidade pacata só para ver o que acontece.
Um cometa raspa a Terra e arranca um pedaço do Mediterrâneo com gente dentro. A primeira parte acompanha os sobreviventes descobrindo que o chão sob seus pés já não é o planeta.
A segunda parte segue a colônia humana à deriva pelo sistema solar, organizando a sobrevivência num mundo minúsculo. Ficção científica pura, escrita em 1877.
Dois herdeiros recebem a mesma fortuna e constroem cidades opostas: uma dedicada à saúde pública, outra à indústria de armas. A primeira distopia industrial do autor. Texto em português anterior à reforma ortográfica.
Um inventor invade um clube de aeronautas para provar que o futuro do voo não está nos balões, e sequestra os presentes a bordo de uma aeronave de hélices. Verne antecipando o helicóptero.
Os artilheiros de Da Terra à Lua voltam com um plano maior: endireitar o eixo da Terra com um único disparo. Uma sátira sobre engenheiros que não calculam as consequências.
Em poucas páginas, um dia inteiro no ano 2889: notícias transmitidas por imagem, publicidade projetada nas nuvens e conversas à distância com vídeo. Escrito em 1889.
Uma ilha artificial de aço navega o Pacífico levando os homens mais ricos do mundo, até que a divisão entre eles começa a rachar a estrutura. Sobre desigualdade, soa como notícia de hoje.
Engenheiros querem inundar o Saara para criar um mar interior, e a população local tem outros planos. O último romance publicado em vida pelo autor, e o mais crítico da engenharia colonial.
Romances de Náufragos e Sobrevivência de Júlio Verne
Uma ilha deserta, um grupo de pessoas e nada além do que conseguem construir. Júlio Verne voltou a essa ideia várias vezes, e cada vez encontrou uma saída diferente.
Cinco fugitivos caem de balão numa ilha deserta e reconstroem do zero uma civilização inteira, ajudados por alguém que nunca se mostra. Fecha o arco iniciado em Vinte Mil Léguas Submarinas.
Um capitão obcecado pelo Polo Norte embarca a tripulação sem dizer para onde vai. A primeira parte é o motim, o gelo e o inverno ártico fechando sobre o navio.
Uma expedição de caçadores instala um posto no extremo norte do Canadá para observar um eclipse. A primeira parte é a viagem e a construção do forte no gelo.
Escrito em forma de diário de bordo, acompanha um naufrágio até onde poucos autores do século XIX se atreveram a ir. É o livro mais sombrio de Júlio Verne.
Com a tripulação perdida, um grumete de quinze anos assume o comando de um navio e uma rota que alguém falsificou. Leitura clássica de escola, e continua funcionando.
Um jovem rico quer viver uma aventura de náufrago antes de casar, e o tio lhe dá exatamente isso. Verne brincando com o próprio gênero que ajudou a criar.
Quinze estudantes ficam à deriva numa escuna e param numa ilha deserta, onde precisam se organizar sozinhos por dois anos. Inspirou boa parte das histórias de crianças abandonadas que vieram depois.
Verne escreveu esta expedição antártica como continuação direta de Arthur Gordon Pym, de Edgar Allan Poe, e resolveu à sua maneira o final que Poe deixou em aberto.
Três faroleiros isolados na Terra do Fogo descobrem que a ilha tem outros habitantes, e que eles vivem de provocar naufrágios. Um dos romances póstumos mais tensos do autor.
Júlio Verne escreveu mais de sessenta romances, e boa parte deles ainda está sendo traduzida e digitalizada. Esta coleção cresce sempre que encontramos uma nova edição em domínio público.
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