Memnon ou a Sabedoria Humana de Voltaire [PDF]
por InfoLivros
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Existe algo mais humano do que fazer um plano perfeito e vê-lo desmoronar antes do almoço? Voltaire pensou exatamente nisso ao criar Memnon, um homem que decide, com toda a seriedade, ser perfeitamente sábio.
A lista de Memnon é simples: nada de mulheres sedutoras, nada de excessos à mesa, nada de jogos de azar, nada de discussões na corte. Em poucas horas, ele quebra cada uma dessas regras. E paga caro por isso.
Com humor afiado e poucas páginas, Voltaire mostra que a sabedoria absoluta é uma fantasia. Este conto está disponível grátis em PDF para você descobrir por que a imperfeição é a única condição humana real.
Memnon ou a Sabedoria Humana de Voltaire
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Informacoes: Memnon ou a Sabedoria Humana
- Autor: Voltaire
- Data de Publicacao: 1750
- Personagens Principais:
- Memnon: O protagonista. Um homem que decide ser perfeitamente sábio e renuncia a todas as paixões. Em um único dia, perde o dinheiro, a dignidade e um olho. Representa a ingenuidade humana diante da própria natureza.
- A jovem niniviana: Uma mulher bonita que finge estar em apuros para atrair Memnon. Usa lágrimas e charme para enganá-lo e tirar seu dinheiro. Representa a sedução como armadilha para os planos racionais.
- O tio da jovem: Parente da mulher que aparece no momento certo para chantagear Memnon. Exige dinheiro em troca de silêncio. Funciona como cúmplice na primeira queda do protagonista.
- O espírito celestial: Um ser de outro mundo que aparece em sonho para Memnon. Não tem forma definida. Explica que a perfeição não existe e que há apenas graus de imperfeição no universo. É a voz filosófica de Voltaire.
- Resumo: Memnon ou a Sabedoria Humana conta a história de um homem que elabora um plano para se tornar perfeitamente sábio. Ele decide renunciar às paixões, ao álcool, ao jogo e às intrigas da corte. No mesmo dia, uma mulher bonita o engana e o faz perder dinheiro. Amigos o convencem a beber e apostar, e ele perde tudo. Numa briga, perde um olho. Seu banqueiro declara falência. Na corte, riem dele. À noite, um espírito celestial aparece em sonho e explica que a perfeição não existe em nenhum mundo. Só existem graus de imperfeição. Memnon aceita a lição, mas diz que só vai acreditar quando recuperar o olho perdido.
- Analise Tematica: O conto é uma sátira ao otimismo filosófico, especialmente às ideias de Leibniz de que vivemos no melhor dos mundos possíveis. Voltaire ataca a ideia de que a razão pura pode proteger o ser humano dos seus próprios impulsos. Cada resolução de Memnon é destruída pela realidade: a sedução, a gula, a ganância e a vaidade aparecem disfarçadas de situações cotidianas. O espírito celestial no final reforça a crítica. Ele não oferece consolo real, apenas a informação de que outros mundos são piores. A moral do conto é clara: a sabedoria humana tem limites, e fingir o contrário é a maior tolice.
- Contexto Historico: Voltaire publicou Memnon por volta de 1750, numa época em que o debate sobre o otimismo filosófico dominava os círculos intelectuais europeus. Alexander Pope havia publicado An Essay on Man (1733-1734) defendendo que tudo o que existe é bom. Leibniz sustentava que Deus criou o melhor mundo possível. Voltaire discordava profundamente e usou os contos filosóficos como arma. Memnon é um prelúdio ao Cândido (1759), onde o ataque ao otimismo se torna mais extenso e famoso. O formato curto do conto permitiu a Voltaire circular a ideia rapidamente entre os salões literários da França.
