Procurando livros de paleontologia em PDF? Aqui você encontra material sobre fósseis, dinossauros, vertebrados extintos, paleobotânica e microfósseis, tudo em português.
Quase tudo nesta página saiu de universidades e serviços geológicos brasileiros, e não de resumos genéricos. São apostilas de graduação em Ciências Biológicas, monografias e obras assinadas por pesquisadores ligados à Sociedade Brasileira de Paleontologia.
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Fundamentos
Livros de Paleontologia Geral
Se você está começando, comece por aqui. São os textos que as universidades usam como componente curricular: conceitos, métodos, escala do tempo geológico e processos de fossilização.
Obra coletiva escrita por 71 pesquisadores ligados à Sociedade Brasileira de Paleontologia, organizada em 22 capítulos que vão da fossilização aos grandes grupos do registro fóssil. Reúne fundamentos teóricos e propostas práticas para quem ensina ou estuda a disciplina.
Catálogo dos sítios mais relevantes do patrimônio geológico e paleontológico brasileiro, cada um descrito por especialistas com contexto estratigráfico, conteúdo fossilífero e mapas de localização. Publicação oficial do Serviço Geológico do Brasil.
Carlos Schobbenhaus, Diogenes de Almeida Campos, Emanuel Teixeira de Queiroz, Manfredo Winge e Mylène Berbert-Born (Eds.)
Reconstituições paleobiológicas de três bacias sedimentares do Nordeste, com o registro fóssil descrito grupo a grupo: microfósseis, invertebrados, peixes, répteis e plantas. As pranchas ilustradas facilitam a identificação do material.
Maria Eugênia de Carvalho Marchesini Santos e Marise Sardenberg Salgado de Carvalho
Um fóssil é uma exceção estatística, porque a maior parte do que viveu desapareceu sem deixar rastro. Estes livros explicam como alguns organismos escaparam dessa regra, com tafonomia, tipos de preservação e estudos de caso brasileiros.
Percurso ilustrado pelo acervo do Museu de Ciências da Terra, com fotografias coloridas dos exemplares mais significativos e o contexto de cada descoberta. Mostra como uma coleção paleontológica se forma e por que ela importa.
Estudo detalhado dos processos que transformaram uma concentração de conchas em rocha, aplicando análise tafonômica de alta resolução. Funciona como exemplo prático de como se lê a história de um depósito fossilífero.
Análise dos ossos de mamíferos extintos recuperados em um depósito de tanque no semiárido, cruzando tafonomia, paleoambiente e sinais de doença preservados no esqueleto. Um caso completo de como se interpreta um sítio fossilífero.
O Brasil tem dinossauros, e o Grupo Bauru e a Bacia do Araripe estão entre os registros mais ricos do Cretáceo no hemisfério sul. Esta seção reúne o material acadêmico sobre eles: dieta, marcas de mordida e os terópodes do Nordeste.
Revisão ampla dos dinossauros carnívoros do Cretáceo do Nordeste, com descrição do material conhecido, análise filogenética e discussão sobre os ambientes em que viveram. É o texto mais extenso desta seção.
Investiga o que comiam os dinossauros e crocodiliformes do Grupo Bauru combinando análise de elementos finitos com microdesgaste dentário. Mostra como a forma do crânio e as marcas nos dentes revelam a dieta.
Descrição das marcas de mordida preservadas em um osso de dinossauro do Cretáceo Superior e do que elas indicam sobre predação e necrofagia. Bem ilustrado, com imagens de detalhe das lesões.
Preguiças gigantes e mastodontes viveram aqui até poucos milhares de anos atrás, e a megafauna do Quaternário é o tema central desta seção. Entram também os peixes fósseis do Araripe, com guia de identificação e contexto estratigráfico.
Reconstrói a ecologia dos grandes mamíferos terrestres e marinhos que viveram no sul do país durante o Pleistoceno, a partir de isótopos, morfologia e distribuição dos achados. Cobre preguiças gigantes, mastodontes e a fauna costeira.
Levantamento dos mamíferos extintos recuperados em cavernas calcárias, com identificação taxonômica e discussão sobre como os ossos chegaram até lá. Boa porta de entrada para a paleontologia de ambientes cársticos.
Guia de campo para reconhecer os peixes fósseis da Bacia do Araripe, com chaves de identificação, ilustrações e fotografias dos exemplares mais frequentes. Formato compacto, pensado para uso prático.
Márcia Aparecida dos Reis Polck, Marise Sardenberg Salgado de Carvalho, Raphael Miguel e Valéria Gallo
Antes dos dinossauros existirem, o Gondwana já tinha florestas, e os troncos petrificados do Tocantins são o que sobrou delas. Material sobre plantas fósseis e anatomia de lenhos, uma área com quase nenhuma bibliografia livre em português.
Estuda os troncos permianos preservados no norte da Bacia do Parnaíba para reconstruir como era aquela floresta e como ela virou pedra. Vai da anatomia dos lenhos ao ambiente de deposição.
Descrição taxonômica das samambaias arborescentes permianas preservadas por permineralização, com pranchas de cortes anatômicos. Amplia o quadro conhecido da flora gondvânica.
Apresenta novas espécies de plantas fósseis do Cretáceo da Bacia do Araripe e analisa fragmentos de carvão vegetal como indício de incêndios antigos. Combina descrição taxonômica com leitura paleoambiental.
Foraminíferos cabem na cabeça de um alfinete e datam uma camada de rocha melhor que qualquer dinossauro. Por isso a indústria de petróleo depende deles, e é isso que estes manuais e estudos ensinam a fazer.
Texto introdutório sobre o grupo de microfósseis mais usado em bioestratigrafia, com histórico, morfologia, classificação e técnicas de preparo de amostras. Ilustrado com microfotografias em alta ampliação.
Estudo taxonômico e bioestratigráfico dos foraminíferos de uma formação marinha do Oligoceno e do Mioceno, com pranchas de identificação. Mostra na prática como esses organismos datam camadas de rocha.
Aplica os foraminíferos do Cretáceo para estabelecer zoneamento bioestratigráfico e reconstruir as condições do mar antigo na margem equatorial. Exemplo direto do uso econômico da micropaleontologia.