Os livros de distopia imaginam um mundo que parece perfeito por fora e é uma prisão por dentro. Aqui você baixa os clássicos que inventaram o gênero, em PDF e de graça.
Reunimos os romances que anteciparam o Estado vigilante, o controle social e o fim das liberdades individuais: 1984 e A Revolução dos Bichos de George Orwell, Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley, Nós de Ievguêni Zamiátin e a burocracia sufocante de Franz Kafka. Escritos entre 1726 e 1949, e mais atuais a cada ano que passa.
Se você quer entender o que é uma distopia antes de escolher, o artigo explica o gênero e os governos totalitários que ele retrata. Todos os livros abaixo estão em PDF, sem cadastro e sem lista de espera.
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Clássicos
Livros de Distopia Clássicos
O cânone do gênero, e o ponto de partida de qualquer leitor de livros de distopia. Se você vai ler um só, comece por 1984 de George Orwell.
O romance que deu nome à vigilância total. Winston Smith reescreve o passado para um regime que controla até o pensamento, e descobre que amar alguém já é um ato de rebeldia.
Os animais expulsam o fazendeiro e assumem o poder prometendo igualdade. Em poucos anos os porcos andam de pé e as regras mudaram. Uma fábula curta e devastadora sobre como uma revolução vira a tirania que derrubou.
Aqui ninguém é oprimido pela força: as pessoas são condicionadas desde o nascimento e sedadas pelo prazer. Huxley imaginou uma ditadura que dispensa o medo porque distribui felicidade sob medida.
Escrito em 1921, é a distopia que inspirou Orwell e Huxley. Num Estado onde as pessoas têm números em vez de nomes e as paredes são de vidro, um engenheiro começa um diário e descobre que tem alma.
London antecipou em 1908 a ascensão de uma oligarquia que esmaga o movimento operário e governa pela força. Um romance político escrito como um manuscrito encontrado séculos depois.
Muito além da história infantil dos gigantes e dos anões. Swift usa quatro viagens absurdas para ridicularizar a política, a ciência e a própria natureza humana. Edição completa com as quatro partes.
O primeiro romance a levar um viajante ao futuro distante, e o que ele encontra não é progresso: a humanidade se dividiu em duas espécies, uma delas devorada pela outra.
Um cientista descobre como desaparecer e não consegue voltar atrás. Wells transforma a invisibilidade num estudo sobre o que uma pessoa faz quando deixa de ser vigiada.
Duas cidades são construídas do zero com a mesma herança: uma dedicada à saúde pública, a outra à indústria de armas. Verne põe utopia e distopia lado a lado.
Um conto breve que descreve o cotidiano mil anos no futuro, com telas que transmitem imagem e som, publicidade projetada nas nuvens e notícias faladas. Verne acertou mais do que errou.
Josef K. é detido numa manhã e nunca descobre do que é acusado. O tribunal funciona, os prazos correm e a culpa se instala sem que exista crime. O retrato definitivo do indivíduo esmagado pela burocracia.
Gregor Samsa acorda transformado num inseto e a primeira preocupação dele é perder o emprego. Kafka usa o absurdo para mostrar como um trabalho e uma família podem desumanizar antes de qualquer metamorfose.
Uma máquina de execução escreve a sentença no corpo do condenado, que nunca soube da acusação. Um conto curto e brutal sobre a justiça convertida em puro procedimento.
O monólogo de um funcionário público amargurado que rejeita a ideia de que a razão possa organizar a vida humana. Considerado o ponto de partida do existencialismo.
Uma peste varre a humanidade no fim do século XXI e um único sobrevivente narra o processo. Mary Shelley escreveu o primeiro grande romance apocalíptico da literatura.
Os marcianos chegam à Inglaterra e a civilização mais poderosa do planeta se desfaz em poucos dias. Wells inverteu a lógica colonial da época e pôs o Império no lugar do invadido.
Victor Frankenstein cria vida e foge do que criou. A criatura, abandonada e inteligente, aprende sozinha e cobra do criador. O romance que fundou a ficção científica sobre ciência sem responsabilidade.