Os romances góticos nasceram em 1764, quando Horace Walpole publicou O Castelo de Otranto. Aqui você encontra 19 títulos da literatura gótica em PDF para baixar grátis.
Mary Shelley criou a criatura que persegue o próprio criador. Bram Stoker e Sheridan Le Fanu fixaram os dois vampiros que definiram todos os que vieram depois, e as irmãs Brontë transformaram a paixão em obsessão e isolamento.
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Clássicos
Romances Góticos Clássicos
Estas são as obras que inventaram as regras do romance gótico: o castelo, a profecia antiga e a heroína perseguida. De Horace Walpole a Ann Radcliffe e Oscar Wilde, o gênero se define aqui.
O romance que inventou o gênero em 1764. Uma profecia antiga, um castelo cheio de passagens secretas e uma sucessão de mortes inexplicáveis. É o ponto de partida de toda a literatura gótica.
Emily St. Aubert fica órfã e é levada para uma fortaleza isolada nos Apeninos, onde tudo parece sobrenatural até deixar de parecer. Ann Radcliffe definiu aqui a fórmula da heroína perseguida.
Jane Austen leva uma jovem leitora de romances góticos para uma abadia de verdade e deixa a imaginação dela fazer o resto. Uma sátira afetuosa ao gênero, escrita por quem o conhecia bem.
Um retrato envelhece e carrega as marcas de cada excesso enquanto seu dono permanece intacto. Oscar Wilde escreveu o romance mais elegante já feito sobre corrupção moral.
Nos subterrâneos da Ópera de Paris vive um homem mascarado que controla o teatro pelo terror e se apaixona por uma jovem soprano. Mistério e obsessão em partes iguais.
Os romances góticos de vampiros começam em 1819, com o aristocrata de John Polidori. Sheridan Le Fanu criou Carmilla antes de Drácula, e Mary Shelley mostrou que o monstro pode ser a parte mais humana da história.
O conde que atravessa a Europa em busca de sangue novo, narrado por diários, cartas e recortes de jornal. Bram Stoker fixou de vez a imagem do vampiro.
A vampira que apareceu vinte e cinco anos antes de Drácula e influenciou tudo o que veio depois. Uma jovem isolada num castelo recebe uma hóspede sedutora e começa a definhar.
O conto de 1819 que criou o vampiro aristocrata e sedutor, nascido na mesma noite de Genebra que gerou Frankenstein. É a certidão de nascimento do vampirismo literário.
Victor Frankenstein dá vida a uma criatura e foge dela. Mary Shelley escreveu aos dezenove anos o romance que pergunta quem é, afinal, o verdadeiro monstro.
Charlotte e Emily Brontë usaram os castelos e as maldições do romance gótico para falar de desejo, poder e aprisionamento. Henry James levou a mesma tensão ao terreno da dúvida psicológica.
Uma governanta chega a uma casa cheia de portas fechadas e de ruídos vindos do sótão. Charlotte Brontë une romance, denúncia social e mistério gótico numa só história.
Uma preceptora jura ver fantasmas rondando as duas crianças sob seus cuidados. Henry James nunca confirma se eles existem, e é exatamente aí que mora o terror.
Do outro lado do Atlântico o gótico trocou o castelo pela casa colonial e a maldição hereditária pela culpa puritana. Edgar Allan Poe, Nathaniel Hawthorne e Washington Irving fundaram uma tradição própria.
Uma maldição lançada no século XVII continua a pesar sobre os descendentes que ainda vivem na casa. Hawthorne troca o castelo europeu pela culpa puritana.
O professor Ichabod Crane cruza uma ponte à meia-noite e encontra o cavaleiro que assombra Sleepy Hollow. Um dos contos que fundaram o imaginário americano.
O gótico chegou ao Brasil pela geração ultrarromântica. Álvares de Azevedo morreu aos vinte anos e deixou os textos mais sombrios da literatura nacional do século XIX.
Um jovem viaja pelo interior e encontra Satã, que se torna seu companheiro de estrada. Álvares de Azevedo escreve o pacto fáustico em chave brasileira.
A literatura gótica continua viva porque fala de medos que não envelhecem: a decadência, a culpa e o que não tem explicação. Comece pelo clássico de 1764 ou vá direto ao vampiro que preferir.
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