Procurando os sermões de Padre Antônio Vieira? O jesuíta nascido em Lisboa em 1608 cresceu na Bahia e virou o maior orador da língua portuguesa, chamado por Fernando Pessoa de "Imperador da língua portuguesa".
Vieira escreveu mais de 200 sermões e mais de 500 cartas, e é o grande nome da prosa barroca no Brasil e em Portugal. Do púlpito de Salvador às missões do Maranhão, ele defendeu os indígenas, enfrentou a Inquisição e aconselhou o rei D. João IV.
Aqui você encontra seus sermões mais lidos, as cartas e a História do Futuro, alguns com ortografia atualizada. Todos os livros são grátis para ler online ou baixar em PDF.
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Sermões
Sermões de Padre Antônio Vieira
Os sermões são o coração da obra de Padre Antônio Vieira e ainda caem no vestibular. Aqui estão a Sexagésima, o Bom Ladrão e Santo Antônio aos Peixes, além de duas coletâneas para ler vários sermões em um só livro.
Pregado na Capela Real de Lisboa em 1655, é o sermão em que Vieira discute a própria arte de pregar e critica os pregadores que falam bonito sem converter ninguém. Leitura obrigatória para entender o Barroco e para o vestibular.
Em São Luís do Maranhão, em 1654, Vieira se volta para os peixes para denunciar a ganância dos colonos que escravizavam os indígenas. Esta edição segue o Novo Acordo Ortográfico, então a leitura flui sem tropeços na grafia antiga.
Pregado na Misericórdia de Lisboa em 1655, diante da corte, este sermão acusa os governantes que roubam em grande escala e escapam impunes. Uma crítica à corrupção que soa atual mais de três séculos depois.
Com Salvador ameaçada pela esquadra holandesa em 1640, Vieira sobe ao púlpito e chega a interpelar o próprio Deus para que defenda a Bahia. É um dos exemplos mais ousados da oratória barroca.
Pregado em 1633 a uma irmandade de escravizados de um engenho da Bahia, o sermão compara o sofrimento deles à Paixão de Cristo. Texto central para estudar a posição de Vieira diante da escravidão africana.
Seleção da Biblioteca Básica Brasileira com os sermões mais estudados de Vieira, como a Sexagésima, Santo Antônio, o Mandato, o Demônio Mudo e o Enterro dos Ossos dos Enforcados, com prefácio. A melhor porta de entrada para ler vários sermões em um só livro.
Coletânea com 18 sermões completos, entre eles a Sexagésima, as duas Quarta-Feira de Cinza, o Mandato e o da Bula da Santa Cruzada, a partir do acervo da Biblioteca Nacional. Para quem quer ir além dos sermões mais famosos e conhecer a obra a fundo.
As cartas mostram Vieira fora do púlpito, como diplomata na Holanda e na França, missionário no Maranhão e conselheiro de D. João IV. Aqui estão dois tomos da edição de J. Lúcio d'Azevedo e uma seleção mais curta para começar.
Primeiro volume da edição de referência das cartas de Vieira, organizada e anotada pelo historiador J. Lúcio d'Azevedo. Reúne a correspondência das missões diplomáticas na Holanda e na França a serviço de D. João IV e dos anos de missionário no Maranhão.
Último volume da edição de J. Lúcio d'Azevedo, com as cartas dos anos em Roma e da velhice na Bahia, até a morte de Vieira em 1697. Mostra o pregador já célebre, revisando seus sermões e acompanhando de longe a política da corte.
Seleção das cartas mais conhecidas de Vieira, aberta por uma biografia do pregador que acompanha sua vida de Lisboa à Bahia. Uma leitura mais curta para quem quer conhecer o Vieira epistológrafo sem encarar os três tomos.
Na História do Futuro, Vieira anuncia o Quinto Império, ideia que lhe custou um processo no Santo Ofício e dois anos de prisão em Coimbra. As Notícias Recônditas mostram o outro lado, com sua denúncia da Inquisição ao papa.
Obra profética em que Vieira anuncia o Quinto Império, um reino universal guiado por Portugal, ideia que pesou contra ele no processo da Inquisição. Esta versão traz o texto completo dos dois volumes, com sumário clicável.
Relatório que Vieira entregou em Roma ao papa Clemente X sobre a forma como a Inquisição tratava seus presos, escrito durante a campanha a favor dos cristãos-novos. A edição de 1821 inclui ainda uma carta contra o padre e a resposta dele.
Vieira morreu em Salvador em 1697, aos 89 anos, ainda revisando os próprios sermões para a impressão. Três séculos depois, ele continua sendo a porta de entrada para entender o Barroco e o Brasil colonial.
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