Procurando livros sobre niilismo? Aqui você encontra estudos sobre Nietzsche, o pessimismo de Schopenhauer e os niilistas russos do século XIX.
O niilismo é a crise que aparece quando os valores que davam sentido à vida deixam de convencer. Nietzsche chamou esse momento de morte de Deus, e boa parte da filosofia moderna tenta responder a ele.
Reunimos estudos de universidades brasileiras e textos dos próprios filósofos para você ir a fundo no tema. Todos são grátis para ler online ou baixar em PDF.
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Conceito
O Conceito de Niilismo
Comece por aqui para entender o que é niilismo e de onde vem a palavra. Estes estudos vão de Jacobi, que levou o termo para a filosofia, à poesia de Augusto dos Anjos.
Oswaldo Giacoia Junior, um dos maiores especialistas em Nietzsche do Brasil, reconstrói o conceito de niilismo e mostra como a crise dos valores atravessa a cultura contemporânea. Um ensaio curto e denso para entender o tema além dos clichês.
A palavra niilismo entrou na filosofia com Jacobi, que acusou o idealismo de Fichte de reduzir tudo a nada. Este artigo explica essa origem esquecida do conceito, décadas antes de Nietzsche.
Uma dissertação que acompanha o niilismo dos revolucionários russos do século XIX até a sociedade de hoje. Usa Turguêniev e Dostoiévski como fontes para mostrar como mudou a ideia de indivíduo niilista.
Como o nada aparece na poesia de Augusto dos Anjos? Esta dissertação parte da história do conceito de niilismo e o aplica ao poeta mais sombrio da literatura brasileira.
Ninguém pensou o niilismo com mais força que Nietzsche, que o via como o destino da Europa depois da morte de Deus. Estes estudos explicam o niilismo ativo e passivo e a transvaloração de todos os valores.
Livro completo sobre como Nietzsche diagnostica a morte de Deus e propõe a grande política para superar o niilismo. Explica o niilismo completo e incompleto e a crítica à décadence do Ocidente.
Seleção dos fragmentos póstumos em que o próprio Nietzsche analisa o niilismo europeu, escritos entre 1885 e 1888. É a fonte direta das ideias de morte de Deus, desvalorização dos valores e vontade de nada.
Dissertação recente que percorre o caminho proposto por Nietzsche: do diagnóstico do niilismo, ligado à moral cristã, até a afirmação da vida. Boa leitura para quem quer entender a saída que o filósofo oferece.
Nietzsche opôs Heráclito e a tragédia grega ao platonismo para mostrar dois modos de encarar a existência. Esta dissertação explica como essa oposição leva ao niilismo e à proposta de ver a vida com inocência.
Artigo claro sobre a distinção mais citada de Nietzsche: o niilismo passivo, que se resigna ao nada, e o niilismo ativo, que destrói para abrir espaço a novos valores.
Lê o niilismo de Nietzsche a partir de Gilles Deleuze e seu livro Nietzsche e a Filosofia. Explica os tipos de niilismo (negativo, reativo e passivo) e a transvaloração como saída.
Antes de Nietzsche, Schopenhauer já via a vida como sofrimento movido por uma vontade cega. Aqui estão estudos sobre seu pessimismo, os ensaios do próprio filósofo e seu herdeiro mais radical, Emil Cioran.
Dissertação da USP que investiga a negação da vontade em Schopenhauer à luz do conceito de niilismo. Defende que o niilismo do autor de O Mundo como Vontade e Representação é relativo, não absoluto.
Os ensaios mais famosos de Schopenhauer sobre o sofrimento, o amor, a morte, a arte e a religião. É a porta de entrada mais direta ao seu pessimismo, escrita para o leitor comum.
De onde vem o pessimismo de Schopenhauer? Dax Moraes mostra que ele nasce da crítica à razão e não de um simples temperamento sombrio, e reconstrói os argumentos que o sustentam.
Nietzsche admirou Schopenhauer e depois o acusou de niilismo. Este artigo explica por que ele viu no pessimismo schopenhaueriano um sintoma da decadência cultural europeia.
Ensaio sobre Emil Cioran, herdeiro radical do pessimismo de Schopenhauer. Apresenta seus aforismos sobre o nada, o tédio e o inconveniente de ter nascido, com ironia e rigor.
A palavra niilista ficou famosa na Rússia do século XIX, com Bazárov, o herói de Pais e Filhos de Turguêniev. Estes estudos mostram como Dostoiévski e Herzen responderam aos jovens que rejeitavam religião e autoridade.
Explica o niilismo russo da década de 1860 como choque entre a ortodoxia e as ideias vindas do Ocidente, e a resposta que Dostoiévski deu ao problema em seus romances.
Foi em Pais e Filhos que a palavra niilista ficou famosa. Vitor Cei lê a obra de Turguêniev à luz de Nietzsche e mostra as consequências do niilismo para a modernidade.
Ensaio de 1868 em que Aleksandr Herzen polemiza com os jovens niilistas russos a partir de Bazárov, o herói de Pais e Filhos. Uma fonte de época, traduzida direto do russo.
Analisa como Bazárov, o primeiro niilista da literatura russa, rejeita a religião e a tradição, e o que o romance de Turguêniev revela sobre a fé na Rússia do século XIX.
Dissertação que coloca Nietzsche e Dostoiévski em diálogo sobre o niilismo. Parte do envolvimento de Dostoiévski com grupos revolucionários russos, origem de Os Demônios, e compara as formas de resistir ao nada.
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